quarta-feira, 30 de maio de 2012

A vida entre batalhas


E assim se levantou
Pôs a cabeça para pensar
E viu o que estava ao seu redor
Destruição e morte por todos os lados


Não havia mais nenhum oponente para derrubar
Olhou para o horizonte, respirou fundo
E percebeu que ainda haviam mais
Mas estavam longe, longe o suficiente 


Foi aí que então respirou mais um pouco
Pôs seu machado a descansar no chão 
Se apoiou no joelho, removeu o suor da testa
Limpou as mãos na roupa, segurou firme no machado


Respirou novamente, fixou o olhar
E foi em direção dos oponentes
A passos largos que logo se transformaram em corrida
Ao mesmo tempo em que preparava o machado para atacar


E ao se aproximar dos oponentes 
Com toda a raiva que foi acumulando
Desferiu o grito de guerra seguido do golpe...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Da simplicidade para a complexidade

Era apenas uma roda
Virou uma 'coisa' enorme

Era simples
Ficou complexo

E sua essência como é?
Gerada sob a simplicidade da vida

Abastecida sob o que te rodeia
Acrescida daquilo que te influi
Assim se esvai a simplicidade
Coisas simples, leves, fluídas
Se tornam complexas, pesadas e pastosas

Me levo a pensar sempre que a solução seja simples
Como um rascunho mal desenhado que é jogado fora
Penso porque não se joga tudo fora e deixa nascer novamente
Mas o pensamento é humano é simplista demais

Precisa de mais complexidade
Acrescentar vários fatores
Misturar tudo o que está a volta
E assim tudo fica mais disperso beirando um retrocesso

Sinônimo de complicação e dificuldade
Assim caminhamos acrescentando a vida complexidade
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Blood On The Eyes...

Destruir, esmagar, estraçalhar
Esfarelar tudo o que não tem conceito

Demolir tudo o que não tem senso
Acabar com tudo o que não tem noção

Sumir com a falta de razão
Desaparecer com a ignorância

Fazer crescer o pensamento
Desenvolver o raciocínio

Criar novas idéias
Gerar novos conceitos

A destruição está dentro de cada um
A cada um cabe a decisão do que destruir

E sobre tudo isto, o respeito do espaço e do caminho
a qual cada um deseja seguir...

Ondas do mar...


Por anos vive imaginando que você existia, mas não sabia como era você...

Passei anos imaginando como seria tocar em você, como seria estar com você...

Enquanto tudo era um sonho, a vida era mais fácil, até você aparecer e eu poder ver você...

Quando pude tocar em você, vi que você era mais do que eu sonhava...

Mas algo a tirou de mim, não sei se foi minha culpa, não sei se faltou algo ou se foi por excesso...

Hoje você faz parte de meus sonhos, sonhos que eu um dia pude tocar, pude sentir...

Talvez essa seja a minha sina, posso ter o mundo, menos você ao meu lado...

Como uma onda do oceano, que aparece do nada, se mostra linda, formosa e peculiar e sem menos vai embora, deixando apenas a lembrança do quanto é bela, especial e única...

O princípio do vazio...


De repente me vi só...

Parecia que não tinha mais ninguém no mundo...
As pessoas a minha volta eram apenas passageiras e todas estranhas,
as pessoas que eu amo começaram a me fazer sentir estranho...
Falta algo, falta eu...

Não sei onde fui, parece que estava aqui até a pouco tempo...
Agora vago pela vida, sem vida...
Procurando algo que não sei se perdi...
Procurando algo que não sei se um dia tive...

Estou deslocado de todos, quando estou de corpo presente,
não me sinto presente na vida dos que estão próximos
Quando estou longe de quem gosto, sinto que não sou ninguém,
quando estou longe, não sinto que faça falta para alguém...
Talvez se eu for de uma vez por todas, passe a estar perto de alguém...

Respiro fundo, e vejo que ainda tem outro tanto da vida,
que ainda preciso conhecer, aprender e saber lidar...

De tempos em tempos me prendo a alguém,
pois parece que preciso disso para estar com vida 
e não simplesmente viver por viver...

Viver, pois estar em vida e não precisar de nada para que sua vida
faça sentido, nem ninguém, assim pode ser que quando você não está
faça falta para alguém...

Mas viver, por viver ficou como ser igual a um galho seco...
Ele existe, mas está lá, imóvel sem nada, em alguns casos oco...

Por onde andei, não sei...
Para onde vou, menos ainda...

A cada dia que o sol nasce a esperança de me encontrar...
E quando o sol se põe vai o desapontar de que ainda não...

Tenho idéias do porque, mas são tantas idéias que confundem
Distorcem, ocultam, disfarçam e diluem a descoberta ao longo da vida...

Talvez aceitar que estou cheio do vazio, me faça encontrar o sentido
O sentido do porque é vazio, do porque tem que estar cheio de algo
Ou porque não pode estar cheio do vazio...

Por que, por que e mais por quês...