De repente me vi só...
Parecia que não tinha mais ninguém no mundo...
As pessoas a minha volta eram apenas passageiras e todas estranhas,
as pessoas que eu amo começaram a me fazer sentir estranho...
Falta algo, falta eu...
Não sei onde fui, parece que estava aqui até a pouco tempo...
Agora vago pela vida, sem vida...
Procurando algo que não sei se perdi...
Procurando algo que não sei se um dia tive...
Estou deslocado de todos, quando estou de corpo presente,
não me sinto presente na vida dos que estão próximos
Quando estou longe de quem gosto, sinto que não sou ninguém,
quando estou longe, não sinto que faça falta para alguém...
Talvez se eu for de uma vez por todas, passe a estar perto de alguém...
Respiro fundo, e vejo que ainda tem outro tanto da vida,
que ainda preciso conhecer, aprender e saber lidar...
De tempos em tempos me prendo a alguém,
pois parece que preciso disso para estar com vida
e não simplesmente viver por viver...
Viver, pois estar em vida e não precisar de nada para que sua vida
faça sentido, nem ninguém, assim pode ser que quando você não está
faça falta para alguém...
Mas viver, por viver ficou como ser igual a um galho seco...
Ele existe, mas está lá, imóvel sem nada, em alguns casos oco...
Por onde andei, não sei...
Para onde vou, menos ainda...
A cada dia que o sol nasce a esperança de me encontrar...
E quando o sol se põe vai o desapontar de que ainda não...
Tenho idéias do porque, mas são tantas idéias que confundem
Distorcem, ocultam, disfarçam e diluem a descoberta ao longo da vida...
Talvez aceitar que estou cheio do vazio, me faça encontrar o sentido
O sentido do porque é vazio, do porque tem que estar cheio de algo
Ou porque não pode estar cheio do vazio...
Por que, por que e mais por quês...
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