E assim, como uma brisa suave
sonhei com você, me levei por você...
Naveguei em suas curvas,
pousei em seu coração...
Batalhei por um espaço nele,
mas perdi a batalha...
Não encontrei o caminho,
me perdi em seus labirintos
E na ânsia de encontrar
minha felicidade em você...
Perdi a minha identidade,
meu eu e meu caminho...
Cai num lugar escuro,
sem luz e sem sentido...
Vaguei procurando a saída
e me vi dentro de mim perdido...
Quando menos percebi
uma mão esticou e me tirou da escuridão...
Essa mesma mão, me acompanhou
até estar seguro
que tinha encontrado meu caminho
e assim se foi...
Me ví só, novamente perdido,
mas forte pois naveguei por águas
tão turvas quanto o breu noturno
e assim aprendi a lidar com ela
Solidão, que me acompanha,
participa de minha vida como um anel
junto de mim e que depois de um tempo
não percebo mais que ela está ao meu lado...
As vezes recebo a visita da Deusa de Aquarius,
que desce dos céus e me toca o rosto com
suas macias mãos, mas que vai embora,
pois é de sua natureza não se prender a nada e
a ninguém de quem gosta...
Não consigo abandoná-la, faz parte de mim,
é minha sina, é meu bem querer,
não sai de mim nem quando eu quero,
nem quando eu a rejeito...
E assim vago, navegando pelo destino,
procurando por você, aonde estiver,
estou a sua procura...
O tempo passa e poderia estar navegando em
outras águas, outros mares...
Mas é você que eu preciso, é você que quero
e nada mais importa...
Pois há uma maldição entre nós,
entre mim e você...
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